sábado, 27 de setembro de 2008

O indefinido

Bem... por onde começar? Tenho muitas coisas pra falar. Todas elas estão embaralhadas em minha mente. Não irei falar tudo, estou com preguiça de raciocinar e pôr as idéias em harmonia.

Cheguei do curso ainda pouco (Curso Relacionamento Mãe-Bebê no H. Juvêncio Matos). Muitas informações. Milhares. Bilhares. Estou zonza (pode ser fome!), mas no curso mesmo decidi dedicar este post para o que tenho aprendido e pra minha confusão de idéias. Vim o caminho inteiro pensando o que escrever, mas até agora nem sei por onde começar. Entretanto, tenho que começar falando de alguma coisa (que na verdade já comecei) então, vou falar de Psicologia.

Pra quem não sabe, a Psicologia não é Psicologia e sim Psicologias. Sim, são várias. E é isso que me enamora e que me enlouquece! Quando comecei a pensar qual curso eu escolheria pra estudar boa parte da minha vida fiquei super confusa. O que escolher? Direito, seguindo a carreira da minha família? Engenharia, Administração, Comunicação - Relações Públicas, Pedagogia? Bem, tinha que escolher! MEU DEUS! Escolhi, na ordem, Arquitetura, Serviço Social e Psicologia. Fiz os três. Mas, de novo, tinha que escolher! Os três no mesmo horário! Bem, descartei Serviço Social. Arquitetura ia me demandar mais um ano de estudo. Testei Psicologia. Em minha cabeça eu já tinha definido "procuro coisas dinâmicas. Idéias diferentes, lidar com o diferente. Coisas que eu ajude a descobrir... buscava movimento". Até ai, ótimo! Exatamente o que procurava: um leque de opções, muitas oportunidades, muito movimento, muita coisa a ser construída.

Estava muito conformada. Até quando me disseram que eu não fazia Psicologia, eu fazia Psicologias (termo usado pela Bock). Certo, mas como assim? Até então só conhecia o Freud. Vieram os outros: Behavioristas (Análise do Comportamento), os Humanistas, Existenciais Fenomenológicos, os Psicanalistas, os Lacanianos, os Sócio-Históricos e assim vai... Depois da explicação minha reação foi "que ótimo! mais opções pra escolher" (eu como sempre abargando o mundo com as pernas).

Vim convivendo com o conhecimento. Digerindo todas as abordagens, as técnicas de intervenção de cada uma. Sim, e a escolha? Ninguém me disse que seria tão difícil! Sei que não existe "a certa e a errada". Minha escolha deve ser baseada na identificação que tenho com a abordagem. Isso me ajudará na forma de proceder. Mas aí está o problema! Me identifico com todas! A Psicanálise me fascina com os insights da teoria e da prática, mas às vezes é muita 'viagem'; a Análise do Comportamento sou EU na prática, mas me sinto limitada pela teoria; o Humanismo... ahh o humanisto! Gosto muito, mas falta um pouco de emoção na prática, mas as teorias são interessantíssimas! Quanto às outras, me resta aprender mais pra definir uma posição a respeito.

O tempo me afoga. Estou a passos de finalizar minha formação. Preciso decidir agora? Não há como adiar. Ou há e não me permito esperar? Sou apanhada pelos meus sintomas a todos os instantes. Minhas resistências em decidir, crescem. É tão difícil ponderar o futuro...

Bem, comecei falando do curso e não terminei. A associação livre dominou minhas idéias. Muitas outras coisas pra falar, mas não consigo mais elaborar meus pensamentos. Fica pra próxima. Meu tempo de sessão de blog acabou ehehehhe
Bjinhos ;**

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