segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

"(...) de que vale o paraíso sem o amor?"

Como a vida é engraçada! Alguns anos atrás eu odiava ir pra Rosário (interior dos meus avós)! Eles têm uma casa lá onde a família costuma ir nos fins-de-semana e feriados. Pra quem não sabe Rosário fica a caminha de Morros e Barreirinas, é uma cidadizinha pacata e com gente pouco interessante. Deixa eu ver os pontos turísticos: praça de interior, festejo dos santos (não pelos santos, claro!) mas pelas barracas de várias besteiras pra comprar, sorveteria legal, mundo do um real (comprar sapo, aranha, lagartixa de borracha - acredite!) e só! Para além de Rosário... sempre que vamos passamos em Pedra Grande (pousada em Morros), banhar naquela água gelada é uma delícia (umas das diversões da viagem). Somando tudo é uma viagem rápida (entre 1h e 1h30min de SL pra lá).

Mas o engraçado é que, como disse no início, eu odiava ter que ir pra lá! Queria ficar aqui em SL, curtir cinema, shopping, casa das amigas e etc. Hoje em dia, com tanta tarefa, tantos afazeres, tanto ar de cidade grande, tanto carro, tanto engarrafamento, tanto computador... o que mais quero é poder dar fugidas pra um ar mais calmo, onde posso ouvir passarinho cantar, ver tv local de outro lugar, deitar na rede da varanda, banhar no chuveiro no quintal, acordar cedinho pra tomar café com toda família, brincar de escravo de jó, uno, dica com os primos, ouvir a conversa das tias, tomar café 7 vezes por dia com elas, olhar vovô cultivando as várias plantas do quintal, vovó fazendo bolos e doces, dormir todo mundo em qualquer lugar, acordar com o vovô 5h da manhã ligando a bomba e indo caminhar, gargalhar com as gargalhadas das tias... "Aproveitar a tarde sem pensar na vida, andar despreocupado sem saber a hora" tudo, tudo me faz falta e me faz desejo.

Pegando a estrada de volta tive uma sensação maravilhosa: vidros abertos, estrada tranquila, vento forte e Jota Quest. Senti que tudo que tenho é essencial; que o que penso hoje pode e, provavelmente, vai mudar amanhã; que minha família é única e que tenho que valorizá-la do jeito que é; que a vida ela não anda, ela corre, passa, transforma, molda; Que se eu não curtir, "tudo isso vai ficar no horizonte esperando por nós dois"; que apesar de nem sempre acertar, me esforço pra isso; que o que tenho de mais simples e mais natural é que me faz sentido; que o futuro é incerto, mas pra que me preocupar tanto com ele se eu posso construí-lo hoje?; que se não der certo, eu fiz a minha parte; que toda dificuldade e alteração de estrutura leva a uma ressignificação, leva a moldura de caráter, a ser humano mais humano; que tô diosposta a ser melhor... e se meus olhos não conseguirem enxergar adiante, lembrar que eu não preciso ver, eu só preciso crer. Afinal, olhar só pra dentro é muuuitoo desperdício!

Música de Jota Quest que fez parte desse momento tão legal:

"Mas tudo que acontece na vida
Tem um momento e um destino
Viver é uma arte, é um ofício
Só que precisa cuidado...

Prá perceber
Que olhar só prá dentro
É o maior desperdício
O teu amor pode estar
Do seu lado...

O amor é o calor
Que aquece a alma
O amor tem sabor
Prá quem bebe a sua água..."

Lá, Lalá Lalá!Lalá Lalá!Lalalá!...

Um comentário:

  1. Oi Mai! Vc aderiu ao 'desafio vogue'?!?! hahha Que legal. É interessante. Ao menos pra perceber algumas coisas desnecessárias que carregamos pra cima e pra baixo. Fiquei um pouco mais seletiva depois dele. Apesar de minha bolsa já estar voltando ao peso característico. Daqui a um tempo vou ter que fazer de novo! =)
    Já assisti ao filme da Reese. Gostei. Mas, bom mesmo é "O Estranho Caso de Benjamin Button". Amei! É perfeito!
    Quando eu abria o blog tb aparecia essa pagina. Não sei o que fazer. Mas agora parece que o proprio programa bloqueou e nao ta mais abrindo no meu comp. É só vc fechar logo. Não sei pq aparece isso... =p
    Bjs

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