terça-feira, 21 de abril de 2009

Linger [Prolongar]

As últimas semanas têm sido tão decisivas e turbuladas e meu post não vem no final de uma delas, e sim no início de outra. Creio que esses últimos meses têm sido moduladores na verdade remoduladores. Há muita bagunça, confusão, decepção, mágoa, desespero, indecisão, insegurança e lágrimas. As escolhas estão diante de mim e não é o sorriso que lhes vêm abrir a porta. Elas vêm acompanhadas de muita reflexão, introspecção, choro... Mais uma vez estou afogando tudo com tantas tarefas! Tantas escolhas ao mesmo tempo me faz não pensar em nenhuma delas... novamente o desejo de fugir.. Pra onde? Pra calmaria... pro vento, pra areia, pro balançar, pro respirar.... E respirar tem me feito bem... A angústia latente remexe meus órgãos. Troca pulmão e coração de lugar. Quando respiro fundo sinto que as coisas estão se organizando aqui dentro.

Ano passado foi um ano muito árduo e eu sabia que esse ano não seria diferente. Estudar a psique não é fácil... viver psique muito menos. Sei que estou em formação (afinal, eu curso uma graduação), mas estou verdadeiramente em FORMAÇÃO. Já neguei, sublimei, recalquei, transferi, racionalizei... usei os possíveis de mecanismo de defesa do meu ego e nada adiantou. Todos eles vieram à tona. Eles quem? Os sentimentos que acompanham as escolhas... Mas a solução já estava posta! Eu iria novamente contra todos eles... sem me dá conta do que estava se passando, percebo agora que estou na mesma de antes. Eles não foram resolvidos só estavam escondidos... e agora, como uma criança que não sabe dizer de si, aparecem nas minhas costas. Sim, elas podem gritar, latejar, gemer, retorcer, incomodar! Sim, a elas é permitido doer! E elas doem....

Não entendo porque falo da Psicanálise! Quem disse que eu queria falar da Psicanálise? E por que ela vem à mente, então? Poderia ser Behaviorismo, Existencial, Fenomenológico, Centrado na pessoa... mas não! É a Psicanálise que me vem à mente.... E eu me transcrevo e descrevo por meio dela.

Essa semana iniciei um novo estágio. Da seleção para somente uma vaga eu fui a ‘contemplada’. Coeficiente, Prova, Testes Psicológicos, Redação, Entrevista... eu passei... É passei... Quando soube da notícia (umas 3 semanas atrás) comecei a chorar... Chorei como criança. Felicidade? Tristeza? Confirmação? Afirmação? Recompensa? Desespero? Angústia? As lágrimas tiveram um 'q' de tudo isso e muito mais que não consigo descrever... And now? All dreams, All plans... Where are you? A difícil decisão de escolher entre o certo e o duvidoso... entre o que é realidade e o que se sonha, entre o que se planeja e o que se realiza: a tênue linha da escolha.

Uma parte de mim que é angústia a outra que é desesperança... Uma conversa bastou. Vomitar descrevendo sentimentos não é fácil, dirá racional! Não caber na roupa não foi suportável. Implodiria... implodirei quem sabe no futuro, mas agora há paz. Dizer o que está bem pra você e o que não está faz bem, me fez muito bem. Menos uma carga na longa viagem. Ser ouvida e compreendida (espero) liberta a alma. Sim, liberta!

As angústias não se foram... são permeadas de medo e desesperança. De testes, comprovações e desaprovações. O que está petrificado aqui, paralisado vai derretendo aos poucos. E ele não pode me deter, pois uma força que desconheço é maior que ele e me faz prosseguir, retestar, elaborar, viver e reviver.

Ao final da semana me surge um convite (novo). Uma nova experiência... na verdade prefiro pensar nele como um convite à loucura! Paranoizar nele até completos os futuros 5 meses... Mas sei que o esquecerei, como faço com todos os outros, e a escolha dele (ou não) só será pensada lá na frente. Nesse intervalo, estarei ocupada demais com os gritos de dor das minhas costas, pois esses não posso esquecer e eles vêm prolongando os dias.

É... mas não quero, com um click, avançar todo incômodo e ser anestesiada pelo piloto automático. Prefiro a intensidade, o desespero, insegurança! E isso não é sinônimo de fortaleza, talvez seja de estrutura do meu eu.

Sobreviverei. Talvez. No tal dessa vez.

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