quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Virtudes e Defeitos

Isso faz sentido pra mim...
AUTO-ESTIMA: "A auto-estima está relacionada, para James (1890), com o que o indivíduo pretende e o que alcança. Assim, se os sucessos percebidos pelo indivíduo forem iguais ou maiores que suas pretensões ou aspirações, a auto-estima será elevada. Contrariamente, se as pretensões excedem os sucessos, isto é, se a pessoa não for bem sucedida, nas suas aspirações, a auto-estima será baixa".

ESPELHO SOCIAL: "Confirmando e acrescentando a teoria de James, os interacionistas simbólicos enfatizam que as interações sociais contribuem para a formação e desenvolvimento da auto-estima. Dentre eles Cooley (1902) e Mead (1934) consideram o self como sendo uma construção social, formado por meio da interação com os outros. Para explicar esse conceito, Cooley (1902) adotou a metáfora do "espelho social" para descrever a auto-estima. Para ele, as pessoas que são significativas para o indivíduo, constituem um espelho social no qual o mesmo olharia para detectar opiniões a respeito do próprio eu, as quais são incorporadas, formando o self".

AUTOCONCEITO vs AUTO-ESTIMA: "Os trabalhos encontrados que abordam temas relacionados ao self utilizam uma variedade de termos entre os quais se destacam os construtos autoconceito e auto-estima. Alguns autores consideram que são dois aspectos psicológicos distintos e diferentes formas de avaliação do self. Assim, consideram o autoconceito como um componente fundamentalmente cognitivo e contextualizado da auto-avaliação, ou seja, o conhecimento que o indivíduo tem de si. Nesse sentido, difere-se da auto-estima que se refere a uma auto-avaliação mais descontextualizada, tendo um componente predominantemente afetivo (Hattie, 1992; Campbell & Lavallee, 1993 citados por Peixoto & Almeida, 1999)".

AUTO-IMAGEM: "Um outro construto importante e que deve ser distinguido é a auto-imagem. De acordo com Weiner (1998) a auto-imagem tem vários traços em comum com a auto-estima e isso leva, muitas vezes, a utilização desses termos como sinônimos. A partir disso, esse autor e também Sendín (1999) definem a auto-imagem como a visão que o individuo tem de si mesmo e a descreve a partir das percepções positivas ou negativas de suas características baseadas em dados reais ou imaginários".
AUTO-ESTIMA: "A auto-estima, ao contrário, está relacionado com o valor que indivíduo atribui a essa percepção, vinculada à valorização externa. Confirmando essa definição, Weiner (1998) considera que a auto-estima se refere às atitudes que os indivíduos têm em relação às suas qualidades e capacidades e, quando essa é adequada, promove auto-aceitação, auto-respeito e autoconfiança baseados numa avaliação realista. Nesse modelo de definição de auto-estima encontra-se o trabalho de Coopersmith, (1967) que define o construto como a avaliação que o indivíduo efetua e que normalmente mantém em relação a si mesmo e que por meio das suas atitudes de aprovação ou desaprovação indica o grau em que se considera capaz, importante e valioso. De acordo com esse autor, a formação da auto-estima está estreitamente ligada ao tratamento que a criança recebe no núcleo familiar".

"Vale ressaltar as considerações de Epstein e Morling (1995) que, baseados na teoria experiencial-cognitiva do self, citam dois sistemas de auto-avaliação, a avaliação explícita - a pessoa responde com um sistema racional e a implícita - o indivíduo responde com o sistema experiencial, que é primariamente não-verbal, emocional e imaginário".

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