terça-feira, 23 de novembro de 2010

Desassossegada

Outro dia, participando de uma dinâmica de grupo, pediram pra eu me definir em uma palavra. Bem, achei redundante. Eu - definir - uma palavra? Contraditório, no mínimo. Mas enfim, escolhi uma pra não ser a estraga prazeres hehehe  Essa foi a primeira que veio à minha mente. E eu adoro essa palavra!



"Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam."

Martha Medeiros

Foto: Henri Cartier-Bresson, Martine's Legs,1968

Ps. acho que já até postei esse texto, ou trecho dele, em outro momento, mas sabe como é sintoma né??

sábado, 13 de novembro de 2010

O chato e o poeta



"Poeta vem do termo 'poiesis', justamente: criar, inventar, fazer. Por uma história de um neurótico, ninguém passa, só assistem a ela; por uma história do poeta, muitas outras passam".

"Melhor será notar que o poeta está mais livre do pesa da expectativa do outro sobre ele, que um homem cumum. Ele não fica tentando controlar como o outro vai entender o que ele diz; seria até engraçado imaginar a cena de um escritor que tentasse ao mesmo tempo escrever e impor como deveria ser interpretado".

"O poeta não teme o mal-entendido porque aprendeu que ele não é um erro, é estrutural da espécie humana".

"Exatamente da certeza constitutiva do mal-entendido que o faz trocar o julgamento do outro, frente ao qual somos invariavelmente culpados, por uma responsabilidade singular, que o leva a criar histórias que recobrem frouxamente o espaço do sem palavra".

Jorge Forbes em O chato e o Poeta - Psique ano V nº58

Como sempre, Forbes me encanta!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Bullying: ainda sobre

Ainda sobre Bullying, a Psique desse mês (ano V, nº58) traz uma reportagem sobre o tema.

Santa Lolla: alto verão 2011

Não resisto!!! Acho que não sei ser mulher sem desejar salto alto... Fica a dica!



(clica pra aumentar)

domingo, 7 de novembro de 2010

Bullying: fenômeno social


O Bullying é um tema que está bastante em voga. Apesar da popularidade instantânea e o nome em inglês sem tradução (ainda) para o português, o bullying é uma ameaça antiga que hoje ganha popularidade com o aumento de denúnicas e maior divulgação da temática na mídia.

Definido como um tipo de assédio é caracterizado como violência física ou psicológica. O bullying ocorre com maior frequência em escolas, universidades, no trabalho, vizinhança e até mesmo dentro de casa. O bullying geralmente ocorre com alta frequência, intencionalmente e sem motivação aparente. Tem objetivo de amedrontar, maltratar, intimidar e humilhar as vítimias.

Algumas formas de bullying já podem ser identificadas. São elas: verbal; física e material, psicológica e moral; sexual; virtual ou cyberbullying.

Para identificar e ajudar a prevenir esteja atento. Para isso, disponibilizo a Cartilha Bullying: justiça nas escolas (clica aqui) divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O bullying já é considerado fenômeno social e merece nossa atenção.

Fica a dica!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ainda sobre a 'fada-azul': A. I.

Esse filme me traz muitas questões. A cada vez que me ponho a pensar sobre ele e revejo algumas cenas novos questionamentos e despertares me alcançam. Incrível a forma como nosso desejo nos move para realização do inatingível. Nos alimenta a esperança fazendo-nos ficar, como no filme, vidrados diante da nossa 'fada-azul' por minutos, horas, anos, milênios!
A 'fada-azul' pra mim é o outro em quem depositamos a esperança da cura, da transformação... Fico pensando: O que seríamos de nós sem essa esperança?
Ainda que alguns desejos sejam plenamente inatingíveis (o nosso de completude, por exemplo) são eles que nos movem para o mais além. É o que eu chamo de "mais além da vida diária"... a incessante busca do que nos falta. A do David era a necessidade de ser humano. E as nossas?
Serão os robôs também marcados pela falta? Será a falta de humanidade? Só consigo pensar em uma coisa: o David demandava amor e, como todo nós, ao final, "pela primeira vez em sua vida, ele foi para o lugar onde nascem os sonhos"...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A.I. 'fada azul'


"(...) a fada azul faz parte do desejo humano de querer o que não existe".
A. I. Inteligência Artificial