segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Esperança patológica


Rio de Janeiro, 22 jan (EFE).- Os habitantes dos municípios da região serrana do Rio de Janeiro, onde as fortes chuvas causaram nos últimos dias pelo menos 798 mortes, correm o risco de enfrentar uma "epidemia" de problemas mentais, advertiu neste sábado uma psicóloga do serviço público.


"A nossa cidade vai sofrer com a saúde mental durante muito tempo e vai precisar de um suporte", disse à "Agência Brasil" a psicóloga Katrina Pereira.

Katrina, que trabalha no Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, coordena o atendimento psicológico no hospital de campanha da Marinha em Nova Friburgo.

Assinalou que os "lutos patológicos" serão grandes, porque muitas pessoas não conseguiram enterrar seus familiares e sempre terão a esperança de que estão vivos em algum lugar.

Outros, relatou a psicóloga, "conseguiram enterrar, mas foi de uma forma tão rápida que nem elaboraram ainda essa perda".

A depressão, as tentativas de suicídio, o alcoolismo e o uso de drogas como refúgio para a dor, além do agravamento das doenças crônicas, como pressão arterial e diabetes, são problemas que, segundo Katrina, vão crescer durante anos na região afetada.

As equipes de resgate continuam as tarefas de socorro pelo 11º dia consecutivo na região serrana do estado do Rio de Janeiro, onde 798 pessoas morreram e quase 400 seguem desaparecidas por causa do temporal, informaram neste sábado fontes oficiais.

Fonte: G1.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Não entendo....



Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.


Clarice Lispector


Foto: Keira pra VOGUE.

Torna real o seu delírio....


Torna-se um louco; alguém que, a maioria das vezes, não encontra ninguém para ajudá-lo a tornar real o seu delírio. Sigmund Freud

Foto: Keira pra VOGUE.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

No rumo dos desejos...




Eu quero uma casa no campo, uma mesa solitária e um pedaço de papel...
Preciso também dos jardins da Jane Austen, por favor.
Do vento nos cabelos...
de paz.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

2011


Seja bem-vindo, 2011!

Você entrou nessa década com o pé direito.

 Me trouxe surpresas e recompensas. Me fez ter esperança e veio renovar a aliança com os meus sonhos.

Que você seja inteiro, intenso e a cada dia um aprendizado.

Que eu não precise te compreender por inteiro, mas que eu saiba viver mesmo assim.

Que eu tenha fé.

Que me baste cada dia teu.

Eu não quero ser satisfeita, 2011.

Eu quero te desejar mais.

Eu quero te viver por associação livre.

Bem livre.